ISSAR

18 de setembro de 2006

GALERAS & GALERIAS

Sede do ISSAR antes e atualmente.



Em 2003, a ONG Instituto Saber Ser Amazônia Ribeirinha (ISSAR), implantou o Programa Quartas Saudáveis visando contribuir com a qualidade de vida da população da ilha de Caratateua, Belém, PA. Em 2004 o programa foi fortalecido e ampliado em um Projeto de Extensão da Universidade do Estado do Pará (UEPA). O projeto sinaliza uma concepção de educação popular em saúde emergente no atual contexto da saúde coletiva, visa conectá-la à prática de educação ambiental bem como destaca o espaço alternativo oferecido pelas ONGs para tais atividades. Destacam-se as travessias do projeto entre 2003 e 2004.

Mais informações: issar@click21.com.br

Projeto Primeiro Emprego

Como membro do consórcio Wapokai, o ISSAR está capacitando 90 jovens que participam do Projeto Primeiro Emprego em Belém, oferecendo educação para cidadania e técnicas de beneficiamento de sementes regionais para artesanato.

ILHEIDADE

Formas de representação simbólica e imagens decorrentes da insularidade que se expressam por mitos fundadores da ilha e de sua sociedade. Ilheidade diz respeito também ao vivido pelos ilhéus, aos comportamentos induzidos pela natureza particular do espaço insular . Moles citado por Diegues (1998), criou um conceito de ilha ideal ou ilha verdadeira, baseado no tamanho, na distancia do continente e na variedade das paisagens e cultura humanas existentes. O autor liga o conceito de ilha ao de ilheidade e define “a ilheidade é definida como a consciência da insularidade, traduzida por símbolos e mitologias particulares, e essa ilheidade se traduz melhor pelos custumes exóticos, pela paisagem e características físicas do lugar”.(p.94). Maureau, outro autor mencionado por Diegues (1998), concorda com Moles quando fala “a ilha é principalmente a consciência que se tem dela , é um lugar que escapa ao elemento aquático, uma singularidade ameaçada”.(p. 95).
Auge, citado pelo autor, aplica a noção de lugar antropológico e de não lugar na distinção entre a ilha portadora de uma identidade e a ilha como um espaço de consumo turístico produzido pela supermodernidade: “se um lugar pode se definir como identitário, relacional e histórico, um espaço que não pode se definir nem como identitário, nem como relacional , nem como histórico definirá um não lugar”.(p. 98).

(trecho da cartilha "Ilheidade: Educação, Saúde e Trabalho, trilhas do Instituto Saber Ser", 2002)

11 de setembro de 2006

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